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	<title>Ruptura Silenciosa</title>
	<link>http://rupturasilenciosa.com</link>
	<description>Ruptura Silenciosa</description>
	<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 15:44:47 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>
	
		
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		<title>OpenCall</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/OpenCall</link>

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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 15:44:47 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eventos Events]]></category>

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		<description>
&#60;img src="http://payload46.cargocollective.com/1/2/66424/3237063/dfdg.png" width="640" height="428" width_o="640" height_o="428" src_o="http://payload46.cargocollective.com/1/2/66424/3237063/dfdg_o.png" data-mid="16886170"  border="0" align="left"/&#62;

Open Call - Concurso para Realização de Curtas

O Open Call é uma iniciativa do projecto de investigação "Ruptura Silenciosa. Intersecções entre a Arquitectura  e o Cinema. Portugal 1960-74" da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, e tem como objectivo seleccionar duas equipas para a realização de duas curtas-metragens.
O cinema, talvez como nenhum outro método de representação da realidade, retrata a arquitectura como espaço vivido e habitado através de imagens em movimento, tendo a capacidade de gerar um sentido de lugar. Nas suas múltiplas dimensões, poderá ser entendido como uma ferramenta no processo criativo e na percepção da arquitectura, criando uma expressão visível de um sentimento a que chamamos ambiente ou atmosfera.       
Através da construção de narrativas ficcionais, os filmes realizados no projecto Ruptura Silenciosa pretendem ser um meio que estimula o debate em torno da arquitectura e da vida urbana, procurando usar o cinema, não apenas como um método de representação da arquitectura, mas como um processo de investigação do espaço.
Neste sentido, as propostas deverão seguir uma linha de continuidade com os trabalhos já realizados no projecto Ruptura Silenciosa, como Sizígia ou A Casa do Lado, elaborando ficções que destaquem o carácter e a importância das obras de arquitectura, tendo em conta o seu contexto específico.

Prazo de inscrição
De 27 de Abril a 18 de Junho de 2012

Participação
Equipas de 4 a 6 elementos

Obras p/ análise
a. Quinta da Conceição (Porto)
b. Pousada de Santa Bárbara (Oliveira do Hospital)

REGULAMENTO DOWNLOAD
FICHA DE INSCRIÇÃO DOWNLOAD

</description>
		
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		<title>Mercado Amarante</title>
				
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		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 09:54:09 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura Architecture]]></category>

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		<description>Autoria: Januário Godinho
Localização: Amarante
Projecto: 1959
Construção: 1960-63

&#60;img src="http://payload.cargocollective.com/1/2/66424/1184741/JG.png" width="640" height="421" width_o="640" height_o="421" src_o="http://payload.cargocollective.com/1/2/66424/1184741/JG_o.png" data-mid="14285176"  border="0" align="left"/&#62;

&#60;img src="http://payload.cargocollective.com/1/2/66424/1184741/Captura de ecra 2012-02-15- as 11.01.22.png" width="640" height="400" width_o="640" height_o="400" src_o="http://payload.cargocollective.com/1/2/66424/1184741/Captura de ecra 2012-02-15- as 11.01.22_o.png" data-mid="14285006"  border="0" align="left"/&#62;
© Googlemaps</description>
		
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		<title>Quinta da Conceição</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/Quinta-da-Conceicao</link>

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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 15:43:33 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura Architecture]]></category>

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		<description>
PARQUE NACIONAL QUINTA DA CONCEIÇÃO

Autoria: Fernando Távora
Localização: Leça da Palmeira, Matosinhos.
Projecto: 1956
Construção: 1960

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aas34245.png" width="640" height="452" width_o="640" height_o="452" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aas34245_o.png" data-mid="16847083"  border="0" align="left"/&#62;

“Existiam a avenida, a capela, o claustro, os tanques e portanto havia já elementos que garantiam uma estrutura a manter...”
© Fernando Távora in Fernando Távora (1993)
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a3qe.png" width="640" height="248" width_o="640" height_o="248" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a3qe_o.png" data-mid="16847208"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/as545768.png" width="590" height="601" width_o="590" height_o="601" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/as545768_o.png" data-mid="16847590"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/as1234.png" width="590" height="601" width_o="590" height_o="601" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/as1234_o.png" data-mid="16847506"  border="0" align="left"/&#62;
“Quando passeamos pelos jardins da Quinta da Conceição sentimos um equilíbrio tenso entre fracturas, artefactos e uma Natureza densa que nos acalma. O pavilhão de Ténis, com uma linguagem entre Doesburg e o Japão, e os muros “bate-bolas” em roxo-rei minhoto, não servem para nada. O importante é existirem, estarem lá, a sua autonomia, e por isso a pontuação que fazem do Texto Natural.”

© Eduardo Souto Moura in Não há duas sem três – JA 217

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aaaaaa.jpg" width="640" height="623" width_o="640" height_o="623" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aaaaaa_o.jpg" data-mid="16842287"  border="0" align="left"/&#62;


PAVILHÃO DE TÉNIS

Autoria: Fernando Távora
Localização: Leça da Palmeira, Matosinhos.
Projecto: 1956
Construção: 1960

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aaaa.jpg" width="640" height="454" width_o="640" height_o="454" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aaaa_o.jpg" data-mid="16839684"  border="0" align="left"/&#62;

“Devo dizer que há muitas obras que fiz e de que não gosto, ou porque, foram realizadas com pressa (o tempo é bom conselheiro) ou porque o meu momento ou as condições não eram favoráveis; mas vejo-as sempre com muita saudade como acontece com as mulheres outrora amadas.
O Pavilhão de Ténis é uma das obras de que ainda gosto e recorda-me momentos de grande convicção e esperança profissional. O problema que se colocava era o de marcar o parque com um edifício, criando ali um objecto dotado de presença, que afirmasse o eixo dos campos de ténis e que servisse como ponto de referência, tal como acontece com a piscina de Siza.
O mais curioso é que a tribuna do pavilhão não funciona porque é desconfortável e a visibilidade sobre os campos é má; tal facto não me preocupa grandemente porque se trata de mais um caso, entre tantos, em que o elogio máximo que pode fazer-se-lhe é o de que não serve para nada, excepto, naturalmente, as suas instalações situadas em baixo...”
© Fernando Távora in Fernando Távora (1993)

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/asw2133.jpg" width="640" height="336" width_o="640" height_o="336" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/asw2133_o.jpg" data-mid="16844199"  border="0" align="left"/&#62;
“Em 58, projecta o pavilhão de Ténis da Quinta da Conceição cujo plano de valorização também lhe pertence. Perfeitamente agarrado ao terreno, com um extenso muro de granito no qual a construção se integra, a vencer o desnível, propõe, no fundamental, um amplo espaço aberto assinalado por uma zona de sombra situada entre uma expressiva cobertura de telha e uma varanda balançada, cuja guarda tratada com betão descofrado, se sublinha com um forte elemento de madeira; o desenho vigoroso da guarda da varanda, fortemente iluminada, neutralizará a presença da zona de balneários, já de si diluída no muro referido.”

Sergio Fernandez in Percurso Arquitectura Portuguesa 1930/1974

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/asd32455.png" width="640" height="515" width_o="640" height_o="515" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/asd32455_o.png" data-mid="16845481"  border="0" align="left"/&#62;
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aaaaasssss.jpg" width="640" height="485" width_o="640" height_o="485" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/aaaaasssss_o.jpg" data-mid="16844053"  border="0" align="left"/&#62;

PISCINA QUINTA DA CONCEIÇÃO

Autoria: Álvaro Siza Vieira
Localização: Leça da Palmeira, Matosinhos.
Projecto: 1956
Construção: 1960

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a_640.png" width="640" height="413" width_o="1049" height_o="678" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a_o.png" data-mid="16847935"  border="0" align="left"/&#62;

"Os grandes muros brancos que se avistam dificilmente deixam adivinhar a dimensão humana do equipamento, que se descobre depois de ultrapassada a entrada, quase escondida, da piscina. A obra tal como as que visitaremos em seguida adapta-se à topografia do terreno, com os diferentes níveis a darem lugar a superfícies relvadas. O respeito pela natureza é evidente, até no interior dos particulares balneários construídos de modo a formar uma moldura sobre as árvores centenárias em redor."
© Joana Fillol 


&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a_11.png" width="637" height="424" width_o="637" height_o="424" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a_11_o.png" data-mid="16967400"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a1.png" width="637" height="424" width_o="637" height_o="424" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3269232/a1_o.png" data-mid="16967401"  border="0" align="left"/&#62;
© Lucília Monteiro </description>
		
		<excerpt></excerpt>

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	</item>
		
		
	<item>
		<title>Pousada de Santa Bárbara</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/Pousada-de-Santa-Barbara</link>

		<comments>http://www.rupturasilenciosa.com/following/rupturasilenciosa.com/Pousada-de-Santa-Barbara</comments>

		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 11:00:49 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura Architecture]]></category>

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		<description>Autoria: Manuel Taínha
Localização: Oliveira do Hospital
Estrada Nacional 17 Póvoa das Quartas, 3405-281
Projecto: 1955-1958
Construção: 1968-1971

&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/aa_640.jpg" width="640" height="423" width_o="1004" height_o="664" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/aa_o.jpg" data-mid="16750115"  border="0" align="left"/&#62;

"Manuel Tainha projecta o edifício da pousada de Santa Bárbara como elemento de valorização paisagística, de diálogo entre homem e natureza, mas não apenas numa vertente lúdica ou apaziguadora. A forma como o edifício se molda e encaixa na topografia, a preocupação com o emprego de materiais da região, são elementos que concorrem para a valorização de um edifício que encerra o programa do Inquérito à Arquitectura Regional Portuguesa (1955), ou seja, a redescoberta do ofício de arquitecto: valor da tradição, apreço pelos materiais e técnicas de construção moderna em harmonia com o imaginário local."

© Sandra Vaz Costa in IGESPAR IP
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/aaaa_640.png" width="640" height="158" width_o="765" height_o="190" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/aaaa_o.png" data-mid="16750490"  border="0" align="left"/&#62;

"Creio que o factor determinante na escolha do sítio para esta pousada (Póvoa das Quartas, ao quilómetro 84 da Estrada Nacional nº81), foi o seu poderoso valor paisagístico. Na verdade, a presença da natureza, no seu valor visual de quadro, é aqui absoluta e absorvente, tirânica mesmo. Julgo que em igual situação se encontravam o Blasco e o Athoushui, porque lhes foram destinados sítios igualmente sobranceiros e dominadores.
Importava dar à paisagem todo o relevo e atenção que a sua espectacular beleza suscitavam, sem no entanto ferir a integridade arquitectónica do tema; pois que, no fundo, o essencial era a organização de uma vida que se queria possível entre seres humanos. Caso contrário, a paisagem toma conta de tudo, e isso é extremamente aborrecido."© Manuel Taínha in Arquitectura, nº62, Lisboa, 1958
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/3.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/3_o.png" data-mid="16750426"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/4.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/4_o.png" data-mid="16750424"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/5.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/5_o.png" data-mid="16750425"  border="0" align="left"/&#62;
"Implantado num terreno em declive, o edifício joga com a excelente posição panorâmica e orientação solar, apresentando-se todas as dependências principais (salas e quartos de hóspedes) voltadas a sul. Da implantação no declive da encosta resulta uma planta de três pisos, sendo o primeiro piso destinado aos serviços, o segundo (e principal) destinado a salas de jantar, estar, e de música. Contíguos à última sala foram previstos dois quartos com versatilidade maior ao ponto de poderem constituir alojamento independente. A zona de vestíbulo e recepção situam-se em cota mais elevada e alargam-se para uma sala de estar ampla que abre para a encosta sobre a forma de terraço. Ainda nesta cota elevada surge o acesso ao terceiro piso reservado aos catorze quartos (nove deles com varanda panorâmica independente)."

© Manuel Taínha in Arquitectura, nº62, Lisboa, 1958
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/as_640.png" width="640" height="245" width_o="800" height_o="307" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/as_o.png" data-mid="16750592"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/as_640.jpg" width="640" height="274" width_o="800" height_o="343" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/as_o.jpg" data-mid="16750593"  border="0" align="left"/&#62;
"E onde se observa nos desenhos um desenvolvimento dos espaços arquitectónicos em torno de um espaço externo e central - pátio - está na verdade a intenção de contrapor a introversão à extroversão (passem os termos) no sentido da valorização de ambos os movimentos humanos.
O primeiro conduz à máxima personalização dos espaços internos; o segundo, à sua diluição em faxe das solicitações externas.
A domesticação do espaço externo sob forma de pátio foi aliás um enredo arquitectónico tendente a tornar mais expressiva a presença ilimitada e agressiva da natureza circundante."

© Manuel Taínha in Arquitectura, nº62, Lisboa, 1958
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized2-3_640.jpg" width="640" height="412" width_o="800" height_o="516" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized2-3_o.jpg" data-mid="16755908"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized5_640.jpg" width="640" height="411" width_o="800" height_o="514" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized5_o.jpg" data-mid="16755909"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized6-1_640.jpg" width="640" height="404" width_o="800" height_o="505" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized6-1_o.jpg" data-mid="16755910"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized9_640.jpg" width="640" height="408" width_o="800" height_o="511" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/ImageMaximized9_o.jpg" data-mid="16755911"  border="0" align="left"/&#62;
&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/333.png" width="640" height="784" width_o="640" height_o="784" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/333_o.png" data-mid="16750695"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/PLANTAS.png" width="640" height="784" width_o="640" height_o="784" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/PLANTAS_o.png" data-mid="16750664"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/aa4345.png" width="640" height="784" width_o="640" height_o="784" src_o="http://payload48.cargocollective.com/1/2/66424/3267628/aa4345_o.png" data-mid="16756229"  border="0" align="left"/&#62;

"Resta-nos, ao que julgo, referir a última experiência, que nem por isso foi a menos importante. Foi a que nos conduziu à sobreposição da noção exclusiva de edifício pela noção mais complexa de sítio. Na verdade, e posto que o edifício se situa num lugar ermo, procuramos que a sua acção se amplificasse ao território circunvizinho. Em primeiro lugar, pela criação de outros motivos que pela sua posição relativa dessem lugar a um sistema de tensões que por si próprio definisse um espaço limitado. Em segundo pela sua curvatura do arruamento de acesso à pousada, dado que este será na generalidade dos casos feito em automóvel. Com efeito a visão cinemática e envolvente de um objecto está na base da sua apreciação integral e portanto da sua valorização. É o que supomos poderá aqui acontecer, com a mutação sucessiva dos ângulos de vista sobre o edifício."
© Manuel Taínha in Arquitectura, nº62, Lisboa, 1958
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		<title>Falamos de Rio de Onor</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/Falamos-de-Rio-de-Onor</link>

		<comments>http://www.rupturasilenciosa.com/following/rupturasilenciosa.com/Falamos-de-Rio-de-Onor</comments>

		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 15:17:44 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes Films]]></category>

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Falamos de Rio de Onor, António Campos, 1973
16mm - preto e branco - 49/59min

Realizador: António Campos
Produtor: António Campos
Imagem: António Campos e Acácio de Almeida
Som: António Campos
Sonoplastia: Alexandre Gonçalves
Laboratório de imagem: Eclair (Paris)
Financiamento: Fundação Calouste Gulbenkian e Centro Português de Cinema (CPC)

Sinopse/Crítica
Falamos de Rio de Onor, é um documentário etnográfico, da autoria de António Campos, filmado numa aldeia fronteiriça a poucos quilómetros de Bragança. Retrato fiel de Portugal profundo (ou Portugal real?), dá conta dos hábitos e rituais de uma comunidade de forte tradição religiosa, que se dedica quase inteiramente às práticas agrícolas e pastoris. Apesar das falhas técnicas – principalmente ao nível do som – é um documento valioso do ponto de vista antropológico, que nos leva a reflectir acerca da tradição social e cultural do país em que vivemos, ou como diria Luis de Pina, o país real que a ficção não mostra.
Apesar de pertencer à geração do chamado Cinema Novo, António Campos não se enquadra nesse ou noutro qualquer grupo. Individualista, fora do sistema e do seu tempo, é um autor marginal e anacrónico, como refere Manuel Mozos. Tem, por isso, uma obra singular, filmada pelos próprios meios, que busca sobretudo a genuinidade do campo e das suas gentes.
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		<title>D. Roberto</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/D-Roberto</link>

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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 12:04:42 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes Films]]></category>

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D. Roberto, Ernesto de Sousa, 1962
35mm – preto e branco - 102min

Argumento: Leão Peneda (poema de Alexandre O’Neill cantado por Helena Cláudi e Sousa.
Adaptação: Ernesto de Sousa
Realização: Ernesto de Sousa
Fotografia: Abel Escoto.
Assistente de Realização: Edgar Gonçalves Preto, Luís Filipe Monteiro, Luís Jacobetty, António Damião, Isabel do Carmo, António Montez.
Produção: Cooperativa do Espectador.
Direcção de Produção: Pena e Costa
Música: Armando Santiago
Montagem: Pablo del Amo
Som: Augusto Lopes (mist. Heliodoro Pires)
Efeitos Especiais: Luís Castro, Alexandre Gonçalves.
Fantoches: António Dias.
Elenco: Raul Solnado, Glicínia Quartin, Luís Cerqueira, Costa Ferreira, Rui Mendes, Fernanda Alves, Olga da Fonseca, Esperança Monteiro, Adelaide João, Nicolau Breyner, Telmo Rendeiro, César Augusto, Clara Rocha, Benjamim Falcão, Julieta Cardoso, Pedro Boaventura, Luís Alberto, Marília Fernandes, Bento José, José Baleia, Jorge Rodrigues, Lurdes Lopes, Carlos Grifo e o povo de Lisboa.	

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		<title>Domingo à Tarde</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/Domingo-a-Tarde</link>

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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 11:20:53 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes Films]]></category>

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		<description>&#60;img src="http://payload45.cargocollective.com/1/2/66424/3212898/AA_640.png" width="640" height="383" width_o="1878" height_o="1124" src_o="http://payload45.cargocollective.com/1/2/66424/3212898/AA_o.png" data-mid="16454027"  border="0" align="left"/&#62;

Domingo à Tarde, António Macedo, 1966
35mm – preto e branco – 90min

Argumento: romance de Fernando Namora
Adaptação: António de Macedo
Realizador: António de Macedo
Assistente de realização: José Carlos de Andrade e Zeni d’Ovar
Produção: António da Cunha Telles
Director de fotografia: Elso Roque
Assistente de imagem: Acácio de Almeida
Iluminação: Jorge Pardal
Director de som: João Diogo
Operador de som: José de Carvalho
Música: Quinteto Académico
Sonoplastia: António de Macedo e Hugo Ribeiro
Montagem: António de Macedo
Elenco: Isabel de Castro (Clarisse), Ruy de Carvalho (Jorge), Isabel Ruth (Lúcia), Alexandre Pessoa (preso), Constança Navarro (velha do poço), Júlio Cleto (preso), Miguel Franco (médico)
Cremilde Gil (enfermeira), Fernanda Borsatti (Maria Armanda), Serge Farkas (impostor), Frederico Berna (padre), Zita Duarte, Rui de Matos, Grece de Castro, Osvaldo Medeiros, Edith Sarah, Esmeralda Farkas, Fernanda de Figueiredo, Judite Dorsini, Manuela Bonito, Matos Ideias.

Sinopse
Jorge, um médico racional e solitário, está condenado pela sua especialidade a lidar diariamente com a morte. Até que um dia conhece Clarisse, uma jovem a quem detecta uma leucemia avançada e por quem se apaixona. O casal vive um romance assombrado pelo fim inevitavelmente próximo e, apesar dos esforços de Jorge para combater a doença com novas descobertas, Clarisse acaba por morrer, colocando à prova as suas crenças e as suas pesquisas científicas.



Crítica
Domingo à Tarde é um dos filmes produzidos por Cunha Telles, ou seja, uma das grandes apostas do início do Cinema Novo. António de Macedo havia chamado a atenção dos colegas e da crítica alguns anos antes com a curta metragem Verão Coincidente, onde revelava já uma certa audácia  e vontade de experimentar novas técnicas, principalmente relativas ao uso da cor.

Como era recorrente, esta é também uma adaptação de uma obra literária, neste caso do romance de Fernando Namora, facto que gerou alguma polémica. Prado Coelho, por exemplo, refere que existe um desentendimento profundo entre os dois autores e que António Macedo se serviu de um argumento que é um apelo à vida para desenvolver algumas das suas mais insistentes obsessões (morte, sacrilégio, sagrado). No entanto, há que considerar que, como diz o próprio Fernando Namora, o conceito de “fidelidade”, quando se trata de uma recriação, não pode ter a rigidez que habitualmente lhe atribuímos.

Esta primeira longa metragem de António Macedo introduz – e aí reside a sua mais valia – determinados elementos novos (ou raros) nos filmes realizados até então. Comecemos pela narrativa. A história de Domingo à Tarde aparece-nos entrecortada, isto é, há uma descontinuidade temporal que nos revela logo o final da história: Clarisse morre, deixando Jorge atormentado com a impotência perante esse facto. Livres da tensão de descobrir o desenlace da trama, e através de flashbacks e narrações em voz off, deixamo-nos contagiar pelas inquietações e reflexões que o filme desperta. Outra aspecto inovador é a substituição da banda sonora por sons ligados ao quotidiano do hospital. Os sons das máquinas em funcionamento e das experiências no laboratório sublinham a frieza e o morbidez do lugar, criando uma atmosfera tensa e opressiva, principalmente quando comparada com o absurdo da morte. Por fim, um detalhe que será talvez um dos mais interessantes do ponto de vista da experimentação: a criação de um filme dentro do filme. Paralelamente à história de Fernando Namora, António Macedo filma uma outra que parece ir mais ao encontro das suas inquietações, e que corresponde ao filme que Jorge e Lúcia, a sua assistente, estão ver no cinema enquanto ocorrem os flashbacks. Uma vez que a função desse filme era provocar em Jorge um problema de consciência relativo aos seus doentes e, em particular, a Clarisse, seria difícil encontrar um filme que se adequasse perfeitamente a essa demanda. Assim, António Macedo, usando uma paisagem estranha e neutra – o cabo de Espichel – filmou um suposto filme estrangeiro, invertendo o som dos diálogos para que parecessem falados numa outra língua.

Se, por um lado, Domingo à Tarde é ousado na introdução de experiências técnicas, por outro é extremamente rígido no que diz respeito à narrativa. A história de amor desenvolve-se de uma forma algo forçada e sem emoção, com diálogos pouco fluidos que não se coadunam com a força das imagens. Será talvez António de Macedo ainda à procura de um estilo seu, que testemunhasse uma realidade nossa.

No que diz respeito à análise arquitectónica, o binómio campo/cidade não tem aqui a mesma relevância que assume noutros filmes, como por exemplo Os Verdes Anos. Domingo à Tarde é um filme mais voltado para o interior, para os espaços planos, despidos, responsáveis por uma atmosfera perturbadoramente fria. No entanto, podemos dizer que se trata de um filme urbano, e a prová-lo está o contexto em que se insere e que observamos da janela do hospital. Como vinha sendo comum, até em filmes estrangeiros como La Peau Douce (François Truffaut, 1964) ou São Paulo S/A (Luis Sérgio Person, 1965), há também neste filme um indício de que o casal, nos seus encontros românticos, prefere refugiar-se no campo. É curioso verificar que em todos os filmes atrás referidos, a viagem de automóvel para esse lugar mais rural ganha quase sempre algum destaque. Neste caso, constitui uma das cenas mais importantes do filme, quando Clarisse acelera exageradamente o veículo para que Jorge experiencie igualmente o medo da morte. Ainda em comum com outros filmes é o entendimento da cidade velha como um lugar de vício, de perdição, de “má vida” (mas paradoxalmente livres) – é num desses bares nocturnos da cidade antiga que Clarisse procura consolo após tomar consciência do seu estado clínico. 
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		<title>A Promessa</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/A-Promessa</link>

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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 10:33:14 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filmes Films]]></category>

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		<description>&#60;img src="http://payload45.cargocollective.com/1/2/66424/3212775/PROM_640.jpg" width="640" height="421" width_o="989" height_o="651" src_o="http://payload45.cargocollective.com/1/2/66424/3212775/PROM_o.jpg" data-mid="16452926"  border="0" align="left"/&#62;

A Promessa, António Macedo, 1973
35mm – cor – 102min

Obra original: A Promessa de Bernardo Santareno
Adapatação: António de Macedo
Realizador: António de Macedo
Produção: Centro Portugues de Cinema
Produtores associados: António de Macedo, Tobis Portuguesa e Francisco de Castro
Director de produção: Henrique Espírito Santo
Assistentes de produção: João Franco e Monique Rutler
Fotografia: Elso Roque
Director de som: João Diogo
Operador de som: José de Carvalho
Música: popular portuguesa
Registo musical: Michel Giacometti
Sonoplastia: Hugo Ribeiro
Misturas: António de Macedo e Hugo Ribeiro
Montagem: António de Macedo
Assistente de montagem: Clara Diaz-Berrio
Exteriores: Palheiros da Tocha, Tocha, Figueira da Foz, Buarcos, Gala, Costa de Lavos
Estúdios: Tobis Portuguesa
Elenco: Guida Maria (Maria do Mar), Sinde Filipe (Labareda), João Mota (João), Luís Santos (Pai), Maria (Joaquina), José Rodrigues Carvalho (Mário), Fernando Loureiro (Cigano), Francisco Machado (Padre Couto), Celeste Alves (Intriguista), Luís Barradas (Cigano), Fernanda Coimbra, Grece de Castro, Agostinho Alves, João Lourenço, António Maia

Sinopse
José e Maria, habitantes de uma aldeia de pescadores, fizeram um voto de castidade, num acto de desespero, para tentar salvar o pai de José que pescava num dia de tempestade. Mas Labareda, um cigano acolhido pelo casal após ter chegado à aldeia ferido, irá pôr à prova o seu celibato “forçado” e, consequentemente, a sua fé.



Crítica
Como diria Leitão Barros, a haver uma indústria de cinema em Portugal, António de Macedo seria dos poucos a conseguir fazer carreira, e a prová-lo está este filme A Promessa. A produção, os cenários e os (por vezes exagerados) “artifícios” técnicos colocam-no ao nível da produção média internacional da época, não sendo por isso de estranhar que este tenha sido um dos filmes mais vistos do Cinema Novo. Facto curioso, uma vez que é também o filme (ou o autor) que mais se afasta dessa nova geração, fazendo prevalecer uma visão industrial e um experimentalismo técnico em detrimento das preocupações sociais e de identidade que moviam os restantes autores.

A acção, tal como no Mudar de Vida de Paulo Rocha, desenrola-se numa típica aldeia de pescadores, mas ao contrário do primeiro não tenta fazer o retrato de uma sociedade maioritariamente pobre e sem esperança no futuro, mas explora a questão da influência quase nefasta que a religião exerce sobre um povo ignorante. Todo o filme tem, por isso, uma espécie de aura esotérica que vai de encontro aos interesses do próprio autor, que se diz anarco-místico. Para tal, contribuem o uso da cor, do nevoeiro, de planos em câmara lenta e de uma certa representação mais teatral, ou como diria António de Macedo, mais melodramática, porque o povo português é melodramático. Porém, não se deve aqui confundir teatral com artificial, pois à excepção de um certo exagero na interpretação de um dos ciganos – que torna os diálogos quase imperceptíveis de cada vez que intervém – estamos perante um bom trabalho de actores, infelizmente tão raro nos filmes portugueses deste período. Também merecedora de destaque é a fotografia de Elso Roque que, em consonância com o misticismo de António de Macedo, proporciona momentos de grande interesse, como na poderosa cena da violação ou a pictórica cena final.

A Promessa, talvez por não corresponder aos ideais traçados pelo Cinema Novo (mas não só), não está entre os melhores filmes da época. Mas, uma vez mais, António Macedo demonstra uma grande ousadia, quer ao nível do tema quer ao nível da técnica, sendo por isso um importante contributo para o cinema nacional.

Do ponto de vista da arquitectura, este filme tem quase um valor histórico e etnográfico, pela forma que nos dá a conhecer um tipo de aglomerado já extinto. Logo de início, é-nos apresentada a aldeia numa sequência que começa com uma vista aérea para acabar num plano mais aproximado, como que a apresentar-nos o contexto de uma história que só existiria naquele lugar, naquelas condições. A aldeia é constituída por um alargado conjunto de casas sobre estacas, reduzidas aos elementos básicos e todas iguais, sublinhando uma identidade comum em detrimento de manifestações individuais. Para se sobreviver no Portugal rural daquela época, era necessário um forte sentido de comunidade, e o espaço da aldeia era um reflexo disso. A intimidade e privacidade de cada um termina assim que se ultrapassa a porta de casa. 
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		<title>Edifícios Torre - Porto</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/Edificios-Torre-Porto</link>

		<comments>http://www.rupturasilenciosa.com/following/rupturasilenciosa.com/Edificios-Torre-Porto</comments>

		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 11:45:38 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura Architecture]]></category>

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		<description>Um novo 'skyline'
"A partir da década de 50, concretamente no Porto, assiste-se a um movimento de profunda renovação urbana (…) culminando na elaboração do Plano Director Municipal da autoria de R. Auzelle, que não só permite como efectivamente propõe a construção de edifícios em altura, como forma de valorização de conjuntos ou espaços propostos - zona das Antas e da Pasteleira-, inclusivamente criando as condições para a existência de uma rotura na escala e sentido das intervenções no centro histórico.
Os anos 60 concretizam essa rotura, surgindo as primeiras 'torres urbanas', seja de forma isolada - edifício de Júlio Dinis de A. Ricca, 1961- seja integradas em conjuntos residênciais - conjunto do Luso de J.C. Loureiro, 1963 - num processo de sucessiva aproximação ao centro urbano.
O aparecimento destes edifícios em altura, na realidade pequenos arranha-céus, vem alterar a leitura do 'skyline' da cidade, até então dominado pela verticalidade da Torre dos Clérigos e pela mole dominante do conjunto formado pela Catedral e Palácio Episcopal."

© Porto 1901-2001 : guia de arquitectura moderna 

Edifício de Habitação Montepio Geral
Autoria: Agostinha Ricca
Localização: Porto
Projecto: 1960
Construção: 1961
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/ddd.png" width="640" height="625" width_o="640" height_o="625" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/ddd_o.png" data-mid="16244937"  border="0" align="left"/&#62;

"O Plano Auzelle previa que esta torre fosse o edifício-chave da rua Júlio Dinis, coroando a rampa na zona da curva do traçado do arruamento.
Posteriormente, construíram-se edifícios com a mesma altura.
A tipologia das habitações é a do T3+1, em três habitações por piso.
O arruamento privado sob o edifício conduz à garagem, o que permite o acesso abrigado à entrada."

© Guia da Arquitectura Moderna no Porto&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/AAAAAAAAAAAA.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/AAAAAAAAAAAA_o.png" data-mid="16286589"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/1121212.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/1121212_o.png" data-mid="16286865"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/124325.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/124325_o.png" data-mid="16286952"  border="0" align="left"/&#62;© Agostinho Ricca : projectos e obras de 1948 a 1995
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/c.png" width="640" height="309" width_o="640" height_o="309" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/c_o.png" data-mid="16244017"  border="0" align="left"/&#62;© Bing Maps

Edifício Miradouro
Autoria: David Moreira da Silva, Maria José Marques da Silva
Localização: Porto
Projecto: -
Construção: 1969

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/aaaaaa.png" width="640" height="625" width_o="640" height_o="625" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/aaaaaa_o.png" data-mid="16247437"  border="0" align="left"/&#62;

"O Edifício Miradouro, mandado erigir pela Cooperativa de Produção dos Operários Pedreiros Portuenses, constitui uma interpretação da tipologia do edifício-torre que durante os anos 60 do século XX se realizou na cidade do Porto. O programa inclui funções diferentes: habitações, hotel, restaurante na parte mais alta, sede da cooperativa e espaços comerciais na área de contacto com a rua.
A planimetria é caracterizada pela opção racional de um esquema de centralização dos elementos de ligações verticais, configurando um núcleo estrutural à volta do qual são distribuídas as habitações.
A entrada é marcada por dois expressivos elementos - laje e pilar - que se estendem até à rua numa intenção directa de relacionamento entre espaços. A caixa de escada em betão aparente na fachada posterior configura-se como uma espinha dorsal de cuidadoso desenho. As varandas são acentuadas pela afirmação dos volumes, que parecem colados à fachada, como mostruários expondo os vários tipos de pedra (mármores e granitos) usados no revestimento. O uso de azulejos e de granito indica uma clara intencionalidade na continuidade com os materiais da tradição urbana."

© Guia da Arquitectura Moderna no Porto
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/aaaa.jpg" width="640" height="536" width_o="640" height_o="536" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/aaaa_o.jpg" data-mid="16289095"  border="0" align="left"/&#62;

"O terreno localiza-se no topo da rua D. João IV, num ponto topograficamente elevado, o que reforça a verticalidade do edifício bem como a sua presença na cidade.
A resolução dos diferentes programas que engloba não suscita da parte dos autores uma reflexão aturada sobre as possibilidades de inovação tipológica ou espacial. A aposta em materiais de acabamento tradicionais na cidade histórica - granito, azulejo - pretende acentuar um sentido de continuidade formal com a herança construída, efectuando-se a afirmação da autonomia do edifício através da sua escala e da sua forma.

(…) É patente uma clara indiferença à orientação do edifício, prevalecendo o sentido de simetria sobre o da orientação das habitações, bem como o privilégio da relação urbana estrita com a rua, sendo a relação com a cidade apenas indiciada pelo programa do último piso que se orienta claramente a sul."
© Porto 1901-2001 : guia de arquitectura moderna 

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/a.png" width="640" height="309" width_o="640" height_o="309" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/a_o.png" data-mid="16244015"  border="0" align="left"/&#62;© Bing Maps
Hotel D. Henrique
Autoria: C de Almeida, José Carlos Loureiro, Luís Pádua Ramos
Localização: Porto
Projecto: 1966
Construção: 1974

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/DD.png" width="640" height="625" width_o="640" height_o="625" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/DD_o.png" data-mid="16245164"  border="0" align="left"/&#62;

"Em 1965, a proposta de uma torre permite à equipa de Carlos Loureiro ganhar um concurso para escritórios e espaços comerciais num terreno localizado no topo da Rua do Bolhão. Um conjunto de notável dimensão numa área central da cidade com grande presença no perfil urbano. A integração de espaço público com carácter urbano e espaço privado, pouco explorada como tipologia de intervenção, constitui o tema condutor do projecto. A nova edificação quebra a estrutura do quarteirão, permitindo uma interpenetração das várias áreas funcionais aos vários níveis com a introdução de plataformas e percursos pedonais. Rua do Bolhão e Rua do Bonjardim são ligadas através de uma galeria comercial. Uma praceta sobrelevada no embasamento da torre propõe uma dimensão pública e inovadora, construindo espaços de descanso fora do ruído do tráfego dos automóveis. A mudança do programa, com a transformação do corpo da torre de escritórios para hotel, juntando autonomia funcional e formal, reforça o carácter emblemático do novo sinal urbano. A torre, com um desenho planimétrico fortemente orientado para uma linguagem próxima do organicismo nórdico e do neo-realismo italiano, estabelece com a cidade uma relação a 180º, anulando a ideia clássica da fachada. O restaurante no último piso, com o sistema de brise-soleil, constitui o remate do edifício e um ulterior sinal de uma diferente função." 
© Guia da Arquitectura Moderna no Porto
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/ddd_4.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/ddd_4_o.png" data-mid="16287821"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/aaa.png" width="640" height="426" width_o="640" height_o="426" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/aaa_o.png" data-mid="16288106"  border="0" align="left"/&#62;
© Guia da Arquitectura Moderna no Porto
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/b.png" width="640" height="309" width_o="640" height_o="309" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/b_o.png" data-mid="16244016"  border="0" align="left"/&#62;© Bing Maps

Grupo de Moradias Populares do Aleixo
Autoria: Manuel Telles (CMP)
Localização: Porto
Projecto: 1969
Construção: 1976

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/alei.png" width="640" height="445" width_o="640" height_o="445" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/alei_o.png" data-mid="16497010"  border="0" align="left"/&#62;

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/planta aleixo.png" width="640" height="392" width_o="640" height_o="392" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/planta aleixo_o.png" data-mid="16497616"  border="0" align="left"/&#62;
© in Habitação e Cidade - Do São Vito em S. Paulo ao Aleixo no Porto (Marlon Paiva)

"A localização das torres, como se disse, foi condicionada pelo terreno. Localizam-se ao longo ou perto da via de penetração, de modo a manter o mais possível o contacto com ela. Os afastamentos conseguidos entre elas e a sua posição relativa são de molde à insolação das habitações ser bastante favorável. Cada torre é formada por três volumes distintos os quais têm uma leitura bastante marcada. Esta forma de composição das torres permite que as habitações fiquem voltadas para a panorâmica ao mesmo tempo que têm orientações favoráveis."
© in Manuel Telles - Memória Descritiva do Projecto, 1969.
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/1.png" width="640" height="428" width_o="640" height_o="428" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/1_o.png" data-mid="16498681"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/2.png" width="640" height="428" width_o="640" height_o="428" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/2_o.png" data-mid="16498682"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/3.png" width="640" height="428" width_o="640" height_o="428" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/3_o.png" data-mid="16498684"  border="0" align="left"/&#62;

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/assasasas_640.jpg" width="640" height="264" width_o="2048" height_o="847" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3175208/assasasas_o.jpg" data-mid="16497477"  border="0" align="left"/&#62;© Bing Maps

</description>
		
		<excerpt></excerpt>

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	<item>
		<title>Conjunto Habitacional Olivais Sul</title>
				
		<link>http://www.rupturasilenciosa.com/Conjunto-Habitacional-Olivais-Sul</link>

		<comments>http://www.rupturasilenciosa.com/following/rupturasilenciosa.com/Conjunto-Habitacional-Olivais-Sul</comments>

		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 11:31:48 +0000</pubDate>

		<dc:creator>Ruptura Silenciosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arquitectura Architecture]]></category>

		<guid isPermaLink="false">3174115</guid>

		<description>Autoria: Vítor Figueiredo
Localização: Lisboa
Projecto: 1962
Construção: -

&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/1_640.jpg" width="640" height="458" width_o="2048" height_o="1465" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/1_o.jpg" data-mid="16237840"  border="0" align="left"/&#62;

"Na operação de Olivais Sul, iniciada em 59, é dada grande autonomia aos numerosos profissionais que nela intervêm; resultado muito fragmentado no seu conjunto, proporciona, no entanto, uma considerável diversidade de experiências arquitectónicas.

Destacam-se as torres de Teotónio Pereira, já apontadas, os blocos de Vítor Figueiredo, de 60, e ainda os de Vasco Croft de Mourra, Justino Morais e Joaquim Cadima. A implantação de qualquer destas obras não obedece a esquemas rígidos, permitindo assim a criação de espaços exteriores de escala e desenho diferenciados, enriquecidos pela variada percepção dos volumes, apreendidos em diferentes perspectivas. O carácter orgânico da sua inserção no terreno terá correspondência no da organização dos fogos e dos acessos. (…) [na proposta] de Vítor Figueiredo dar-se-á grande importância às galerias de acesso às habitações; desniveladas junto dos acessos verticais, formarão vastos patamares semi-exteriores, espaços esses que propiciam, com a sua amplidão e dinamismo formal, o encontro dos moradores." 

Sergio Fernandez in Percurso Arquitectura Portuguesa 1930/1974
&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/OLivais1_640.png" width="640" height="283" width_o="1342" height_o="594" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/OLivais1_o.png" data-mid="16237766"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/aaa_640.png" width="640" height="283" width_o="1342" height_o="594" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/aaa_o.png" data-mid="16237986"  border="0" align="left"/&#62;
Duas unidades de sete pisos com setenta fogos
cada com dois acessos verticais e distribuição por galeria. 
140 fogos T2, T3 - CAT I


&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/a.jpg" width="640" height="640" width_o="640" height_o="640" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/a_o.jpg" data-mid="16240474"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/2.jpg" width="640" height="640" width_o="640" height_o="640" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/2_o.jpg" data-mid="16240536"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/3.jpg" width="640" height="640" width_o="640" height_o="640" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/3_o.jpg" data-mid="16240537"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/4.png" width="640" height="640" width_o="640" height_o="640" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/4_o.png" data-mid="16240539"  border="0" align="left"/&#62;&#60;img src="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/5_640.jpg" width="640" height="640" width_o="2048" height_o="2048" src_o="http://payload43.cargocollective.com/1/2/66424/3174115/5_o.jpg" data-mid="16240541"  border="0" align="left"/&#62;© Fotografias de Gonçalo Azevedo</description>
		
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